sábado, 26 de janeiro de 2013

Ararapira Vila Fantasma


 São José do Ararapira foi uma das vinte uma vilas fundadas pela coroa portuguesa na então Capitania de São Paulo no século XVIII.
Seu último habitante foi a senhora sexagenária  Diva Barca,  que morreu afogada, em maio de 2000, quando seguia para Paranaguá, distante duas horas de barco – ou 80 quilômetros por terra. Uma tempestade virou a canoa. A casa da derradeira moradora permanece intacta e fechada desde o dia de sua morte.
 Ararapira mergulhou em uma irremediável decadência com a construção do canal do Varadouro, em 1952/53, para a formação da ilha artificial de Superagui. Em 1989 a área foi transformada em parque nacional e dez anos depois declarada Patrimônio Natural da Humanidade.A vila permanece “abandonada” desde que as águas começaram invadir o vilarejo, forçando famílias a seguirem para outras cidades. Muitos comerciantes e pescadores tornaram-se favelados, mas fazem questão de serem sepultados em Ararapira, já que o cemitério é o único elo entre a vila e seus ex-habitantes.
 Dias antes do feriado de Finados, os descendentes que ainda moram na região,capinam a trilha que leva até o cemitério e retornam no dia 2 para acender velas e rezar para os mortos, e partem de novo, sendo essa a única manifestação persistente no local. No início do século passado, ao som da viola e da sanfona, a comunidade se reunia na praça central para dançar fandango. Para os seus mais de 500 moradores, este era um momento solene.




 Fonte:http://www.fabioromele.com/ararapira.html

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